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Magnum: "The Wonder Man" estréia com louvor no Disney+

Novidade no Disney+: a série "Magnum" já está disponível (completa!) A estreia aconteceu nesta terça-feira, 27 de janeiro, a produção traz Yahya Abdul-Mateen II no papel de Simon Williams, um aspirante a ator cheio de sonhos e desafios. A série mistura humor e drama, prometendo tocar em temas como fama e identidade de uma forma leve e envolvente. Se você é fã de histórias que misturam super-heróis com um toque pessoal, não pode perder essa nova aventura. 

Confesso: quando a Marvel anunciou Magnum (sim, o nosso Wonder Man de sempre), eu vibrei. Simon Williams é daqueles personagens que quem lê quadrinhos conhece bem, mas que sempre ficou meio à margem do estrelato. Um Vingador clássico, com uma trajetória cheia de conflitos internos, morte, ressurreição, dramas de identidade e uma relação complicada com fama, poder e pertencimento. Tudo isso parecia material perfeito para uma série. Pois bem, Magnum estreou no Disney+ no Brasil nesta terça-feira (27) e depois de assistir os primeiros episódios, fico entre a empolgação e uma leve frustração — aquela típica de fã que esperava um pouco mais.

A série acompanha Simon Williams, vivido por Yahya Abdul-Mateen II, como um ator tentando sobreviver em Hollywood enquanto descobre (ou tenta lidar com) seus poderes. E aqui já aparece a primeira quebra de expectativa: Magnum não quer ser uma série clássica de super-herói. Ela prefere brincar com os bastidores da indústria do entretenimento, com metalinguagem, ironia e até certa sátira do próprio MCU. Em vários momentos, parece menos “Marvel Comics” e mais uma crítica ao jeito que heróis são consumidos como produtos — o que é interessante, mas também deixa aquele gostinho de “cadê o Simon Williams que eu li nos quadrinhos?”.

Não me entenda mal: a série tem méritos. O tom mais leve funciona, o elenco é carismático e a presença de Ben Kingsley como Trevor Slattery é divertida e inesperada, conectando Magnum a momentos bem específicos do MCU. O problema é que, para quem conhece o Wonder Man das HQs — o herói trágico, poderoso, emocionalmente instável e profundamente humano — a versão da série parece, às vezes, contida demais. Falta um pouco daquele peso existencial que sempre fez parte do personagem, especialmente nas fases mais marcantes dos quadrinhos dos Vingadores.

Talvez a maior frustração venha justamente da expectativa. Magnum não é ruim, longe disso. Ela é bem escrita, tem boas ideias e mostra que a Marvel ainda tenta caminhos diferentes no streaming. Mas, como fã de quadrinhos, eu esperava ver mais do conflito entre heroísmo e identidade, mais da grandiosidade energética do Wonder Man e menos da sensação de que o personagem foi “domesticado” para caber num formato mais seguro e experimental.

No fim das contas, Magnum é uma série que vale a pena assistir — especialmente se você gosta de Marvel e entende as referências espalhadas por ali. Só não vá esperando uma adaptação definitiva do Wonder Man dos quadrinhos. Encare como uma releitura moderna, curiosa, às vezes frustrante, mas ainda assim importante. Afinal, depois de décadas, Simon Williams finalmente ganhou espaço fora das páginas — e isso, por si só, já é uma vitória para quem acompanha a Marvel há anos.

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