[REVIEW] X-MEN: BATALHA DO ÁTOMO: DIAS DE UM FUTURO ESQUECÍVEL...
O ano de 2013 para editora Marvel Comics é de uma intensa celebração, afinal duas de suas grandes equipes completam 50 anos: os Vingadores e os X-Men, ambas criações de Stan Lee e Jack Kirby. Enquanto a primeira equipe anda em auge no momento, graças ao bem-sucedido longa-metragem, e envolvidos nos planos megalomaníacos de Jonathan Hickman nos quadrinhos, a segunda passou por uma série de reestruturações recentemente na Nova Marvel. Agora sob o comando de escritores como Brian Michael Bendis (Ultimate Homem-Aranha, Alias), Jason Aaron (Escalpo, Wolverine e os X-Men) e Brian Wood (ZDM, Vikings), os mutantes vivem num momento de fortes conflitos tanto ideológicos quanto pessoais, como é de costume nesse universo. E também estão no meio de uma confusão temporal envolvendo os primeiros X-Mens, aqueles da década de 60.
Batalha do Átomo é o evento idealizado por esse trio para comemorar estes 50 anos dos Filhos do Átomo, passando por quatro títulos dos personagens (Novíssimos X-Men, Fabulosos X-Men, Wolverine e os X-Men e X-Men), mais uma minissérie de duas edições que abre e fecha a saga. Sua trama aproveita a atual discussão sobre a presença dos adolescentes X-Mens originais no presente, trazidos do passado pelo Dr. Henry “Fera” McCoy com o intuito de fazer o seu velho amigo Scott “Ciclope” Summers desistir de sua revolução e assumir a culpa pela morte do Prof. Charles Xavier (fato ocorrido em AvX), seu antigo mentor. Para quem anda afastado dos títulos mutantes nos últimos anos, saiba que Wolverine resolveu formar sua própria equipe, assim como escola, após ter abandonado o time de Ciclope, que cada vez mais flertava com ideais extremistas. Assim criando dois pólos ideológicos,que passam por complicadas tensões políticas desde então.
Mas voltando a saga, com o risco de alguma crise no espaço-tempo contínuo graças a ação do Fera, todos se perguntam quando e se é realmente necessário que os X-Mens originais retornem algum dia. Até que um grupo vindo do futuro surge com a missão de fazer eles voltarem a sua época, deixando as coisas ainda mais complexas. Liderados pelo misterioso telepata Xavier, neto do Professor X, esse X-Men futurista é formado por uma Kitty Pryde na meia-idade, Molly Hayes dos Fugitivos, um deformado Fera, um quase idoso Deadpool e uma incógnita mutante que utiliza a identidade de Xorn. Eles alertam sobre um terrível mal que há por vir como consequência da presença dos primeiros X-Men numa era que não lhes pertencem. Lógico que ocorre um atrito de interesses entre a equipe de Logan e os novos visitantes, o que os distraem o bastante para a fuga dos jovens Jean Grey e Scott Summers, este que acaba indo de encontro com o time do seu “eu” adulto do presente, inserindo os X-Mens do foragido Ciclope na equação da trama.
E nessa salada de equipes e versões alternativas que constroem uma trama que tem o objetivo de homenagear todo o legado dos X-Men e plantar sementes para o amanhã. Bendis é o “cabeça” do arco, então dá para notar suas influências no desenrolar dos eventos, desde a sua preferência por longos momentos de conflitos verbais, que rendem gigantescos diálogos, até a sua necessidade de dar espaço para outros escritores brilharem e se relacionarem com o seu trabalho. Nisso, seus colegas até se saem melhor, já que o cargo de responsabilidade em apresentar os elementos ficou com Bendis. Wood investe em momentos mais afetivos e descontraídos, além de conseguir fazer Jubileu (protagonista de seu X-Men) brilhar por uma edição. Enquanto Aaron se prova como um incrível escritor em narrativas coletivas como essa, emVingadores vs. X-Men havia escrito os melhores tie-ins da saga e ótimos momentos durante aquele evento, e aqui ele usufrui de todas as oportunidades que Bendis lhe entrega para “brincar” com os personagens e colocá-los em situações interessantes, como um rápido e acalorado debate entre Logan e Ciclope (adulto). O time de artistas também traz algum peso a trama, estes são Frank Cho, Stuart Immonen, Chris Bachalo, Giuseppe Camuncoli e David Lopez. Enquanto Immonen entrega o trabalho mais sólido entre eles, Bachalo pode pecar na irregularidade dos traços, mas o dinamismo de linguagem que possui faz a diferença.
Nota:
>>>>PACK COMPLETO DA SAGA<<<


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