No final da saga Batalha do Átomo... CICLOPE RI POR ÚLTIMO!
A saga comemorativa aos 50 anos dos X-Men chega ao término após passar por todos os principais títulos mutantes da Marvel (Uncanny X-Men, All New X-Men, X-Men) e ter duas edições especiais (Battle of The Atom #1 e esta #2). Sugiro para quem não acompanhou desde o início, ler ao menos a resenha da última edição (aqui) quando fiz um resumo do que aconteceu até aquele momento. Como a história, para não ficar confusa, requer muitas linhas, vou poupar-lhes neste post para evitar um texto enorme.
Sem mais delongas, aos spoilers. A hq tem início justamente no momento quando os mísseis do helicarrier da SHIELD foram disparados por obra e graça da XornA e do neto do Xavier, contra a vontade da diretora Maria Hill. Os mutunas reagem como podem, pois a quantidade de mísseis é maior do que sua capacidade de detê-los, ainda mais com o Magneto enfraquecido após os eventos da saga Vingadores vs X-Men.
As atenções se voltam agora para Xorna e a dupla Wolverine e Ciclope Quarentão. Após se livrar do Fênix do Futuro, Jean Grey futurista perde a linha e acusa os dois por todo o mal que acontece no futuro. Relembra a cisão dos grupos e afirma que isto prejudicou o futuro, dado que ela própria acabara ficando no presente por culpa dos dois e a disputa entre os grupos de X-Men daí decorrentes (explicando: esta é a Jean Juvenil que ficara em nosso presente, transformando-se na XornA do Futuro. A ‘nossa’ Jean, pelo relato, permanece morta). Enfim, menciona que os humanos jamais deixarão de odiá-los. Alega ter visto que mesmo o Wolverine é capaz de morrer e chegou a chorar qua
ndo fez o discurso no seu enterro. Joga na cara do Ciclope que jamais o amará como a ‘verdadeira’ Jean, assim como é incapaz de amar os outros seres como a falecida ruiva.
Epílogo 2. Kymera, filha de Ororo oriunda do Futuro, decide ficar e ajudar a caçar a Irmandade. Pelo que é informado, os vilões provavelmente sobreviveram, excetuando-se a XornA. Rola um papo sentimental entre o Sentinela X (Shogo, filho adotivo adulto da Jubileu) e sua mãe do presente acerca do fato da Jubileu do Futuro ter morrido. Entre emoções e despedidas, a confiança que Jubileu fará um bom trabalho materno.
Epílogo 3. Os X-Men do futuro finalmente deixam o presente. Na despedida, Magia pede para que enterrem seu irmão na terra natal e o ‘Gandalf’ de Gelo, apesar de não falar muito sobre o futuro, deixa a dica para que o ‘nosso’ Bobby deixe a barba crescer pois isso fará sucesso com as mulheres…
E vamos às análises. Comecemos pelos rabiscos, como habitual. Tivemos uns quatro ‘brincando’ com a edição e, como esperado, Esad Ribic é o maior destaque. Mesmo não estando no seu melhor momento, principalmente com as expressões de surpresa e uma característica boca aberta, salta aos olhos a diferença de estilos com os demais e a sua qualidade ímpar. Não que Giuseppe Camuncoli seja ruim, muito pelo contrário, mas a comparação é inevitável. Andrew Currie e Tom Palmer estão creditados como finalizadores e nada tenho contra seu trabalho. O fato é que a arte foi boa, entretanto, todavia, contudo, poderia ser melhor.
O enredo principal a cargo de Jason Aaron tentou fechar a história de forma digna, fechando as pontas soltas. Entretanto, não empolgou, ficando a impressão de que faltou algo a mais. Houve mortes de personagens secundários, mas a batalha final ficou bem nhé, sem um grande momento. O interessante foi os epílogos escritos por cada autor das respectivas mensais. Aaron ficou com o final 1 e 3, enquanto Brian Wood ficou com o 2 e Bendis com o 4. E, como esperado, cada um puxou a sardinha para o seu lado e forma narrativa. Enquanto Aaron fechou a história e deu mais uma valorizada no Logan, Wood recaiu no mesmo clima insosso da sua mensal, focado mais nas mulheres. Bendis, por incrível que pareça, apresentou o final onde realmente existiu algum impacto importante para os mutunas, deixando para o Ciclope o ‘rir por último’.
Enfim, a história tem seus momentos. Há toda a questão surrada com as viagens no tempo, consegue divertir sem empolgar. Para quem lê, não chega a ser tão confuso, apesar de tantas equipes e personagens. Entretanto, esperava mais. Ficou certa decepção que esta seja A saga para comemorar os 50 anos de uma das principais equipes dos quadrinhos. Como fã dos X-Men, não foi o que esperava. Mereciam mais.
Nota 5,5
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