BOMBAAA! DC CENSURA o casamento lésbico da Batwoman e roteiristas anunciam saída da HQ!
Nos últimos anos, os quadrinhos vêm assumindo um importante posicionamento contra a homofobia. Como parte da evolução da sociedade, as editoras perceberam que deveriam levantar a bandeira contra esse preconceito, como fizeram no passado em relação aos direitos dos negros. Um posicionamento que rendeu os casamentos do personagem Kevin, da Archie Comics, e do Estrela Polar, herói mutante gay da Marvel, além da mudança na orientação sexual da versão pós-reboot do Lanterna Verde Alan Scott.
Mas tem alguém que não recebeu todo o ônus dessa evolução: a Batwoman. E, agora, a heroína teve o direito de casar com a amada Maggie Sawyer NEGADO. A decisão editorial revoltou os roteiristas J.H. Williams III e W. Haden Blackman, que estão ABANDONANDO o gibi depois da edição 26, de dezembro. O anunciou foi feito pelo próprio Williams em seu site pessoal, que está fora do ar no momento.
Vale dizer que Kate Kane, a Batwoman, é lésbica desde o seu surgimento na fase contemporânea. A personagem foi introduzida na sétima edição da série semanal 52 como uma ex-amante da Renee Montoya, em 2006. Nos meses seguintes a personagem foi desenvolvida mais e mais, até que chegou ao momento de ter um gibi próprio — algo que foi, sem muitas explicações, adiado por diversas vezes pela DC. Foi só em 2009 que a Batwoman surgiu em histórias-solo, publicadas como backup em Detective Comics.
Com o reboot de 2011, tudo parecia mudar. Kate finalmente tinha uma revista mensal para chamar de sua. Aparentemente a DC estava vendo a personagem com novos olhos. Parecia. Primeiro sumiram com a Reene Montoya. Depois, quando Kate pediu Maggie em casamento em Batwoman #17, o pessoal de Relações Públicas da editora deu pouco destaque para o fato — diferente, por exemplo, da introdução do novo Alan Scott. Seria essa a primeira pista de que a editora não havia curtido esse rumo para a heroína?
Acontece que casar Kate Kane e Maggie Sawyer sempre esteve nos planos dos co-roteiristas J. H. Williams III e W. Haden Blackman. “Nos meses recentes, a DC nos pediu para alterar ou descartar completamente muitas histórias de longa data de formas que nós acreditamos que comprometem os personagens na série”, explicou Williams no post. “Nos disseram para abandonar os planos para a origem do Killer Croc, forçaram a alterar drasticamente o final original do nosso arco atual, que teria definido o futuro heroico de Batwoman em novas e ousadas maneiras; e, a pior parte, proibiram de algum dia mostrar Kate e Maggie se casando. Todas essas decisões editorias de último minuto, e sempre depois de um ano ou mais de planejamento e plotagem do nosso lado”. O quadrinista ainda finalizou: “Estamos empenhados em levar a nossa fase na revista a um fim satisfatório e nós acreditamos que a edição 26 irá deixar uma impressão duradoura”.
Vale dizer que a DC está empreendendo a política de “nada de casamentos” desde o reboot. Nas novas versões pós-2011, nenhum dos heróis são casados. Mesmo uniões de longa data, como entre Clark Kent e Lois Lane ou Barry Allen e Iris West, foram sumariamente deletadas. Assim, não dá pra dizer se a proibição do casamento da Batwoman é apenas por conta da linha editorial, é originada no preconceito ou ainda é medo de que um casamento desses tenha impacto negativo nas vendas.
É uma pena. A editora perde uma grande oportunidade de publicar o primeiro casamento entre duas mulheres nos quadrinhos, algo que poderia ser interessante e que certamente teria um impacto positivo nas vendas. Para você ter uma ideia, Astonishing X-Men #51, com o casamento do Estrela Polar, vendeu 81 mil exemplares em junho do ano passado — 40% a mais que a edição 50.
Também não é a primeira vez que a DC dá um passo para trás em algo relacionado à personagens gays. Alan Scott, quando foi introduzido em Earth 2 #2, pediu o companheiro em casamento — mas o cara acabou sumariamente assassinado no final da edição.
via: judão


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