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Batman e as várias culturas em Batman Inc.

Bruce Wayne se dispôs a percorrer o globo em busca de pessoas que julgue adequadas para ostentar o símbolo do morcego transformando assim o nome de Batman quase em uma rede de serviços. Mas, em meio a tanta diversidade que Wayne poderá encontrar em suas viagens em Batman Inc. conseguirá a equipe criativa das histórias ser fiel às diferentes etnias, pessoas e culturas que existem ao redor do globo? Parece que não, e o problema já começa na França.


Bruce Wayne financiar outros “homens-morcego” ao redor do globo é uma ideia de Grant Morrison iniciada após o retorno de Wayne do passado. É uma mudança radical no comportamento do personagem, mas meu medo não era a mudança radical de status que o escritor promoveu e sim como isso seria desenvolvido nas mãos de outros, que afinal, estão longe do patamar do escocês.
Pois bem, meus temores começaram. O blog Bleeding Cool reportou um problema com a série em questão.
O roteirista David Hine escreveu as últimas edições de Detective Comics Annual e Batman Annual nas quais conhecemos o Batman francês, Night Runner (algo como Corredor Noturno), especializado em Parkour – esporte onde usa-se apenas o corpo para “driblar” obstáculos urbanos. O problema é que ele é um imigrante argelino e muçulmano.
Para nós brasileiros, isso não quer dizer nada. Porém, para o pessoal de lá …
Bem, leia abaixo um trecho do que foi publicado no The Astute Blogger, um blog dedicado a “expor propagandas de esquerda” e veja porquê um roteirista deve estar muito atento ao que irá escrever sobre outra cultura:
“Sabia que as coisas iriam piorar na DC Comics: em seus esforços para formar a Batman Inc., Bruce Wayne recruta um argelino muçulmano que vive na França, em Clichy-Sous-Bois, onde aconteceram revoltas muçulmanas em 2005 com dois deliquentes tendo eletrocutados a si mesmo ao entrarem de forma estúpida na estação de energia e a culpa foi colocada em dois policiais, que não tinham responsabilidade nenhuma ali e nem mesmo sabiam que os dois muçulmanos estavam lá. Agora, que tal isso, Bruce Wayne vai para a França e contrata não um genuíno jovem ou uma jovem de origem francesa com um real senso de justiça, mas sim alguém de uma minoria ‘oprimida’ que segue uma Religião de Paz. E esse é um cara que teve seus pais mortos nas mãos de um bandido!”
O restante do texto segue a mesma base, apresentando vários outros comentários direitistas e ultra-conservadores. Mas, a opinião político do autor do trecho acima não é o importante aqui, mas sim o quão poderosa pode ser a representação de uma cultura, seja de maneira errônea ou correta, dentro das HQs.
Antes de mais nada, os cartunistas mencionados  - Westergaard e Vilks – são respectivamente um dinamarquês e um sueco que retrataram Maomé em suas charges. De acordo com Islã, algumas de suas figuras mais importantes, como Alá, não podem ser representadas graficamente, sendo tal ato considerado um insulto. Atualmente eles são perseguidos por terroristas.
Agora pare e pense:
Quando o Batman veio ao Brasil em Batman no Brasil, o país representado na história nada tinha do Brasil real. Os brasileiros andavam com camisas estilo havaiano por todos os lados. O hospital, por exemplo, parecia aquelas casas de prisão do velho oeste. A Witchblade, quando veio para cá, teve o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar retratados de forma errônea, colocando-os em uma disposição geográfica completamente bizarra. Beatriz da Costa (a Fogo) e Roberto DaCosta (Mancha Solar, da Marvel) também podem ser citados como exemplos da “diversidade” de conhecimento dos estadunidenses. Ok, eles não são obrigados a saber, mas se desejam retratar algo de uma outra cultura, pesquisem com afinco. E a polêmica que o Corredor Noturno está gerando no cenário de Batman Inc. é a maior prova de que isso é necessário.
O problema de Batman Inc. vai além de roteiristas que não tem a mesma capacidade de Morrison. O grande problema é cultural. Quadrinho é arte e cultura. Portanto, assim como expressa pontos de vista, sentimentos e causa os diversos tipos de sensações, tem o potencial também de causar grandes saias justas. E isso é algo que o novo título do morcego mensal do começou a cometer.
O The Astute Blogger está exagerando? Está vendo coisas demais? Para nós, pode até parecer, mas e para quem que estiver lendo a história e vivencia o dia a dia de lá? Poderá ter uma opinião diferente? Talvez. Enfim, se a DC não tomar cuidado pode vir a ter alguma pequena questão diplomática nas mãos para resolver qualquer dia desses.
Agora, piadinhas sobre como seria o “Batman brasileiro” em 3, 2, 1 …
Escrito por Shazam!.

3 comentários

Anonymous disse...

Do jeito que a coisa vai, o Batman brasileiro seria um Argentino naturalizado, lutador de capoeira, pois foi criado na Bahia e nas horas vagas adora um chimarrão. Tem como mordômo um senhor baixinho, gordinho, barbudo, com 9 dedos nas mãos e que fala com a língua presa...que horror!!!!

Anonymous disse...

Batman Brazileiro, antigo menino de rua, que seria um sambista/Jogador de futebol que teve a carreira de sucesso acaba por causa de um teste de paternidade positivo de uma adolescente gravida. Acabou preso e na prisão aprendeu o valor da justiça e aproveitou para aprender capoeira e swingueira.

XD

tiago disse...

Putz, eu acho que um personagem argelino e muçulmano vai ser um personagem muito mais profundo que um francês rico que teve os pais assassinados.


é complicado dar corda pra qq grupo de extrema "qq coisa".


Agora o "BATIMA" brasileiro seria o mestre das gambiarras...