A gente viu o final de Batman: Endgame.


Evidente que a matéria trará spoilers. Estejam avisados.

Galerinha do bem; a saga "Endgame" da revista do Batman (novos 52) trata se do confronto "definitivo" entre Batman e Coringa (esqueça o arco "Morte da família") sob a ótica de Scott Snyder, escriba que está com o morcego desde o início dos novos 52.

Este escritor dividiu os leitores, alguns gostam de sua veia surtada e outros... bem, gosto não se discute, mas funcionou, a revista continua (sempre foi) o carro chefe da DC e vou dizer: fazia tempo que eu não lia uma HQ tão doida, visceral, divertida mesmo.

"Cadê o Smiley? Tá atraixxx di Vocêaah" (não resisti)

A hq já começou irada desde o primeiro capítulo (com a presença da "Justice League Buster") quebras homéricos com Superman e Cia.

Mas vou tentar (sem estragar) falar sobre o final, como leitor antigo de DC e do Batman (principalmente)
sobre como Snyder (tenta) caminhar além, respeitando o que veio antes (sim. ele não cuspiu em "Piada Mortal")

A hq em si é violenta, chocante, vibrante, O Coringa está mais insano do que nunca e também vou dizer: Combativo e rápido. (seria um "Eco" do que foi visto em Games e animações? onde por exemplo em "Assault on Arkham" ele dá um Mortal e quase vence o Pistoleiro)



Snyder brinca com algumas coisas (Batman recebe "o troco" por um dos ferimentos da HQ "Cavaleiro das Trevas")

Brinca até mesmo com tendências de agora. (Selfie ainda que enrustido numa luta de morte é muito doido)


E mesmo preso a 28 páginas, ainda têm -se "Batmices" (viradas de roteiro, surpresas) e consegue entregar um final onde ele consegue responder a tudo o que ele mesmo havia levantado.

O final da HQ pode gerar discussões de anos...

Snyder entrou numa sinuca: Ele escreve suas HQS como se Flashpoint não tivesse mexido em nada da cronologia do Morcego, (apenas o "Ano Um" não contava mais)

Mâsssss. com "Convergence" sabe-se com todas as letras que a "Terra dos 52" é distinta da do Pós Crise.

(acredito que com isso eles possam até ter passado pelas mesmas histórias, mas com diferenças sutis)

Similar ao que aconteceu com Justiceiro 616 e Justiceiro MAX (que só foram explicar lá na frente que eram personagens diferentes. Mas em boa parte do tempo ambos se lembravam dos mesmos fatos, inimigos e aliados.

A história PODE ser foda se for pensada como uma CONTINUIDADE do que foi visto desde o "Ano Um" de Miller.

Mas pode PERDER sua importância se for pensada como "uma história do Batman de agora"

Isso mostra que não há entendimento claro entre roteiristas e editores, claro que Snyder tem certa "liberdade" mas o escritor sabe como a editora está?

Alguém (além de leitores que prestam atenção) se importa com isso?

Mas enfim.

Vou comprar com gosto o encadernado (quando sair) espero ver uma animação com essa HQ (pense no sangue dude!)

E vou com certeza comentar (e colocar nos pendrives) o arquivo com essa HQ (mesmo que espanhol) pros meus alunos e amigos.

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