Análise: "Batman versus Robin" - Uma animação que mostra porque nem sempre pai e filho se entendem, mas lutam pela mesma causa.



Bom feriado a todos.

Não focarei em análise da animação, mas nas relações extremas entre as duas figuras principais: Batman e Robin, ou respectivamente, Bruce e Damian Wayne.



Pra quem viu a animação "O Filho do Batman" (não é spoiler, mas se você não assistiu, assista, uma das melhores animações do ano passado.), vimos como Damian foi criado pela Liga dos Assassinos e pelo seu avô Ra's Al Ghul para ser o assassino supremo. Mas após o desaparecimento de Ra's, Talia, mãe de Damian, o levou para Gotham, para que o pai o protegesse.

Pulando vários eventos que não vem ao contexto deste texto, não os comentarei.

Nesta nova animação, vimos que Damian continua impetuoso, muitas vezes fazendo missões sem o Batman que, obviamente, tenta aprender a cuidar de uma criança, e tão ou mais complexa quanto ele.

Mas o mais interessante é que, ao contrário da animação anterior, Damian, de certa forma, talvez influenciado pela filosofia de Bruce Wayne, e lutando contra tudo que aprendeu com o seu avô, não mata, mas nada o impede de ser brutal. Afinal, foi treinado pela Liga, né??

Mas aproveitando desta situação, o vilão Talon, ou Garra, operativo principal da Corte das Corujas, que observa já a algum tempo o novo menino-prodígio, vê nele um potencial para ser membro da organização, e começa a cortejar Robin a aceitar sua natureza.






O interessante é que este é a primeira animação que vejo o Batman não parecer assim invencível, ele apanha bastante e até perde as lutas, e mostra-se mais humano com crianças, como na sequencia inicial. E vemos que ainda não confia integralmente no filho, apesar de tudo.

Não esquecendo, este de longe é a mais violenta das animações em que o Batman participa.

O ápice é o esperado confronto entre pai e filho, que causa uma ruptura em Damian, e mostra a Bruce que ele pode ser mesmo diferente que ele imaginava.



No final, Batman diz que ninguém mexe com o filho dele e fica inteiro, e o Robin, defende o pai até quase as últimas consequências, mas não desrespeitando a filosofia de Bruce.

Acho que, após esta aventura, veremos um Bruce/Batman e um Damian/Robin mais pai e filho, e quem sabe, parceiros. Isto, se não tiverem outro momento de briga.

[Spoiler] Mais uma luta entre Asa Noturna e Robin... Ou esquecerem que a outra luta foi show?!

Pois é, turma. Hoje um momento psicológico sobre pai e filho.

Até mais.

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