Já vimos – House of cards: 3° Temporada

Neste presente texto, pretendo executar um reviews sobre a terceira temporada do seriado House of Cards e falar sobre Francis Underwood, o capitão Nascimento reverso da politica.



AVISO, O TEXTO ABAIXO POSSUI PEQUENINOS SPOILERS...


     Quando falamos de maquiavelismo, atribuímos a julgar a conduta de alguém desleal, hipócrita, fingidor, poderosamente malévolo, que brinca com os sentimentos e desejos do outros, que age secretamente nos bastidores, mantendo suas intenções e finalidades desconhecidas para os cidadãos; que justifica que os fins justificam os meios e usa atitudes imorais, violentos e perversos para conseguir o que quer; dá as regras do jogo, mas fica às escondidas, esperando que os jogadores causem a si mesmos sua própria ruína e destruição. Acreditem, existe essa pessoa com estas qualidades, e o nome dele é Francis Underwood.

   Em decorrência as consequências da temporada anterior, vemos o implacável e manipulador Francis Underwood assumindo a presidência e assim como os seus problemas. Ou seja, presidir o cargo mais poderoso do mundo requer além de nervos de aço, um jogo de cintura além das proporcionalidades, para lidar com os fatores internos, externos, imprensa, opinião publica, pressões e outros. Ao longo do seriado vemos Underwood tentando sobreviver, a sua maneira selvagem, em tentar colocar seus objetivos aliados as suas obrigações. E então, ele percebe que não é uma tarefa fácil. Que além disso, sua força emocional, começa demonstrar sinal de fraqueza e sua relação com sua esposa (parceira/cumplice e outros), Claire, começa também ficar desgastada. Entre resolver um problema e outro, Francis começar a observar que esta fragilidade, tanto sua, quanto por parte de sua esposa, poderá lhe custar caro, e consequências graves poderão lhe ocorrer.
    De fato, a série mostrou-se perfeita em todos os sentidos. A atuação de Kevin Spacey (Francis Underwood) e Robin Wright (Claire Underwood) está impecável, demonstrando que além de seres com personalidades fortes, ainda possuem ter um pouco de humanidade.

   O legal neste seriado, são os detalhes de como ocorrem os bastidores de um sistema político (mesmo que o sistema seja americano, não fica diferente em qualquer lugar, pois dinâmica e as safadezas são as mesmas). Nesta temporada, o foco ficou dimensionada a questão da política externa e as eleições. Por parte é interessante nós acompanharmos este tipo de seriado e entendermos que não há essa coisa de inimigos ou barreiras, o que existe são interesses, caso for igual ao seu rival, amanhã estarão juntos, deixando as diferenças de lado e alimentando suas ambições. É assim que funciona a política, é assim que é House of cards.


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