A gente viu: 50 Tons de Cinza


Alô gente! Cá estamos nós. Pleno dia internacional da mulher e resolvi ir assistir esse filme (com dona patroa junto), em tempo: é apenas a minha opinião, não sou apaixonado pela ideia do filme, não li nenhum dos três livros e vou falar apenas sobre o que foi mostrado no cinema.

Fui com a “mente aberta” sem nenhum tipo de preconceito com o filme ou os realizadores (tem cara que já vai de “má vontade” dependendo do diretor ou atores envolvidos).

E vamos lá: o filme não é a nova “Emannuelle” nem “Lolita” nem nada próximo disso. É romantizado. Isso aí. (é capaz da nudez dos trailers serem mais intensas do que o filme em si.)

O filme não é um “manual de Bondage” ou “primeiras instruções de Sado” ESQUEÇA isso, (por isso que algumas pessoas ditas “entendidas do assunto” execraram o filme porque esperavam que eles ousassem mais.

Mas é aí que está; eles insinuam e tal nada muito longe disso. O filme assim como o público alvo nos livros nesse estilo) são as mulheres (sonhadoras, que querem um rapaz galante, bonito, encantador... blá blá blá.)

Eu fui assistir esse filme também pensando como que seria essa história de “se ele tem dinheiro deixo ele fazer o que quiser comigo” (como muitas disseram e pensam pelo menos próximo disso) 

E o filme é um “choque de dois mundos” e é apenas um filme de romance enfeitado (um pouco apimentado e tal)

A menina não está nem aí pro dinheiro dele. Ela não fica se gabando pras amigas ou outras toskices parecidas. (ufa!)

E a menina lá (Anastacia) era virgem, estava se formando, não tinha experiências de vida e tal e tudo indica que nunca havia amado ninguém de verdade.

O personagem masculino (que foi cotado pra ser vivido por Matt Boomer e Henry Cavill entre outros), é o estereótipo que toda mulher quer: boa pinta, inteligente, decidido, jovem,” cara de homem”, caucasiano... olhos azuis RICO enfim.

É praticamente o Bruce Wayne sem a pira de caçar bandidos. (tivesse usado a pira pra caçar a mulherada)

Aí ele leva ela pra passear de helicóptero, dá um Laptop pra ela, um carro... (tudo coisas que mexem com o imaginário popular feminino) e além disso ele vai atrás. Dá atenção pra ela.

A canastrice da atriz cai como uma luva pra personagem. Você acredita que ela seja uma guria toska, virgenzinha que não sabe dançar, você acredita que ela seja dessas que cai sozinha de nervoso num elevador.

O “Christian Grey” também tem o seu lado “canastra” isso também ajuda no seu personagem. Deixa ele mais caricato do que já é. (é engraçado ele andando com a sombrancelha franzida o tempo inteiro.)

A moça quer se aproximar dele, quer ter uma relação convencional (coraçãozinhos, bombons, cinema, sair pra jantar, essas coisas) e ele quer viver uma “relação por contrato” (sem se aproximar, apenas sexo. Apenas isso.)

E a personagem tenta entrar na “crosta” psicológica do namorado. Ela quer saber pq ele não permite ser tocado e outras particularidades. O filme tem uns momentos tipo “ a menina se deixa levar” depois ela acorda e “ah agora vou chorar e quero ser a namoradinha de verdade, casar, bebês... etc”

Resumindo a história. O filme é romântico, feito sob medida pra MU-LHE-RES e apenas isso. A rapaziada que se arriscar vai dar umas risadas (principalmente no cinema) mas se você for esperando um novo “Instinto Selvagem” esqueça. Não é por aí.

O filme é melhor do que eu esperava mas não me chocou. Vale assistir de novo por causa das frases de impacto.

Nota: 8

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