Meus 10 Artistas Preferidos -- Por Douglas Joker

Vou tentar fazer pelo menos um post por dia no feriado, afinal, às vezes não dá tempo, então é bom eu aproveitar o feriado pra escrever bastante, não é mesmo? Pessoal sempre fala que gosta das listas, então fiz uma que meio que ia acabar sendo feita cedo ou tarde, meus 10 artistas preferidos, afinal, vivo escrevendo sobre eles. Tô com um post meio perigoso sendo desenvolvido na minha cabeça, que nem aquele "Os Heróis Tem Que Morrer?" que eu postei no início do ano passado, mas é meio que "pior", no sentido de que as pessoas podem amar, que nem aquele que teve uma excelente repercussão, ou realmente odiarem bastante, então vou ver se publico nos próximos dias, ou penso melhor, por enquanto vou deixar esse Top 10 ;) 



10-Quentin Tarantino


"Se meu pai e minha mãe não tivessem se conhecido, não existiria Bastardos Inglórios."

Desde sempre ele foi um diretor que faz as coisas do jeito dele. Começou o sucesso com aqueles filmes de crime como "Pulp Fiction". Extrema violência, palavrões e diálogos inacreditáveis. Sabe, é meio difícil você se manter tão vidrado em cenas que só tem personagens falando, mas ele não erra de novo e de novo, usa quase a mesma fórmula por todos esses anos, sem perder a identidade e sem cansar. E há um detalhezinho sobre ele que vale a pena ressaltar...

ELE É LOUCO!

Quem pensaria naquelas sequências? Um cara se entregar pros alemães porque pediu a bebida levantando os dedos errado!!! Cara!!! Apesar do pessoal aclamar mais o "Pulp Fiction" e o "Kill Bill", eu preferi os filmes dele que tinham uma contextualização histórica, como o "Bastardos Inglórios" e o "Django Livre". Aliás, foi com o Bastardos que eu realmente virei fã dele, amo tudo no filme, eu já gostei só de ver qual era o título, hehe. Ele é muito inteligente de misturar coisas completamente idiotas e fanfarronas com umas reflexões da hora. E é como se ele simplesmente soubesse o que é legal. O único que achei ruim foi aquele "À Prova da Morte", que nem ele próprio gostou, mas bem, quem nunca erra, certo?




9-Douglas Adams


"Existe uma teoria que diz que, se um dia alguém descobrir para o que serve o Universo e porque ele está aqui, ele desaparecerá instantaneamente e será substituído por algo mais estranho e inexplicável. Existe uma segunda teoria que diz que isso já aconteceu."

Uma pena que ele tenha morrido jovem, de enfarto, mas esse cara era muito bom. Quando li a "trilogia de cinco livros" do "Guia do Mochileiro das Galáxias", o cara além de ter meu nome escrevia super parecido do jeito que eu gosto de escrever. É GENIAL! E extremamente improvável, como os filmes do Tarantino. Ele criou ótimos personagens, como o robô depressivo-suicida, Marvin e a Random (uma adolescente aleatória). Ele usa conceitos interessantíssimos, só uma parte ou outra que é sem graça, mas isso se irreleva com a quantidade de conteúdo insano que tem nos livros dele. Ele brinca com as palavras e com o que elas significam na estória de uma forma que só ele sabia fazer. Ele era físico e infelizmente algumas partes tem coisas de Física muito técnicas que às vezes nem dá pra entender, mas acaba fazendo tudo parte da identidade dele, que torna os livros tão únicos.

8-Jeph Loeb


"Bem no fundo, na essência Clark é uma pessoa boa. Eu não sou."

Esse cara simplesmente virou referência pra mim. Eu vejo que o gibi é dele, eu vou e leio. Tudo supostamente teria começado quando eu li pela primeira vez "Batman: O Longo Dia das Bruxas". AQUILO ERA BOM DEMAIS! Aí descobri que várias estórias que eu tinha curtido muito no passado, como "Batman/Superman: Inimigos Públicos", "Imperador Coringa", "Hulk Vermelho" e "Batman: Dia das Bruxas" eram todas dele. O cara é super criativo, e para quem lê quadrinhos, ter autores como referência é o melhor caminho para achar mais estórias que você goste. Já ouvi falarem uma coisa ou outra mal dele, mas nunca li algo dele que não tenha gostado, então continua entre os meus preferidos. O legal de ler quadrinhos, estórias de super-heróis mesmo, é que você vai crescendo e eles fazem outras que são mais sérias e dá pra você ir amaturecendo sem deixá-las pra trás. Tipo, o Harry Potter, que manteve o público por 10 anos justamente porque o personagem envelhecia com ele. E o Loeb eu tenho sempre a impressão que escreve estórias que eu poderia dar pra um primo pequeno, ou um tio mais velho, ele faz estórias fascinantes pra todas as idades; se tratando de quadrinhos, acho isso uma habilidade muito importante e valiosa.


Só pelas estórias de mistério que ele fez do Batman, eu provavelmente já o colocaria aí, mas ele também escreve umas só de pancadaria, outras de zuera, algumas extremamente dramáticas como "Homem-Aranha: Azul"... Ele é o cara, hehe.



6-Black Sabbath (Ozzy/Tony/Geezer/Bill)


"Enquanto houver garotos chateados, o Heavy Metal continuará existindo."

Eu acho que realmente seria idiotice dividir um lugar pro Ozzy Osbourne, outro pro Geezer Butler, outro pro Tony Iommi... então já deixei a banda toda. O fato deles serem tão humildes me choca por eles serem tão geniais. A banda foi formada em 1968, na pobre cidade de Birmighan na Inglaterra. O tipo de lugar que você pode ver prédios destruídos por causa de guerra. Eles mesmos dizem que tinham o mundo a ganhar e nada a perder, aí eles viraram o Black Sabbath, fundaram o Heavy Metal. Foram inteligentíssimos de usar temas de terror para atrair as pessoas, já que a fama de satânicos com certeza os ajudou a estourarem junto com a sonoridade louca e pesada que mostrava não ter medo de fazer um PUTA BARULHO.

"Não é porque nos chamamos Black Sabbath que praticamos Magia Negra. Por acaso os Rolling Stones estão relacionados com desabamentos geológicos?"

O letrista Butler nunca cansa de escrever coisas incríveis, como "Paranoid", "Dirty Women", "I" e muitas outras que ele faz até hoje. Todos os membros da banda são inacreditavelmente perfeitos pro que fazem, Black Sabbath parece até uma coisa feita pelo destino.




He-he-he...

6-Ronnie James Dio


"Paraíso e Inferno é onde nós estamos. O Paraíso é quando as pessoas te dizem o quão bem elas vão te tratar, e o Inferno é quando você percebe que 'era tudo mentira, não era?'"

Uma pesquisa mostrou que DIO é a banda preferida do público nerd, isso explica, hehehe. O baixinho inventou os chifrinhos (que já foram banalizados) e se mostrou o maior guerreiro do Heavy Metal. A quantidade de bandas que ele entrou e saiu... E isso NUNCA diminuiu a qualidade e a identidade dos trabalhos dele... por DÉCADAS! Quando já estava velhinho, antes de morrer, continuava mandando muito bem nos palcos. Ele representa o Metal de uma forma diferente que o Ozzy. É como se o Black Sabbath tivesse sido salvo pelo Metal, mas o Dio tem um perfil mais de salvador. Quando eu era adolescente era muito bom ouvir essas músicas, era como se tivesse alguém dizendo "Sabe, eu também acho que tem alguma coisa errada", de forma que o entretenimento muitas vezes acaba fazendo toda a diferença, e o Dio parecia saber perfeitamente isso.



5-Stan Lee/Jack Kirby


"Os super-heróis são como uma versão moderna, uma evolução dos contos de fada."

Mais uma colocação que vale a pena compartilhar. Há muita polêmica quanto a essa dupla, responsável pelo Universo Marvel que conhecemos hoje, e vem conquistando mais fãs que nunca, mesmo após a morte do grande desenhista Kirby. Os fãs ficam putos porque o Kirby tem nem 30% do reconhecimento do Stan Lee, sendo tão vital pro universo literário moderno quanto o velho vovô Lee. Na real é meio que um mandamento nerd. Você não é nerd enquanto ainda não reconhecer que Jack Kirby é o cara, kkkkkkkk. Mas pra mim tirar o mérito do Stan Lee por isso também não é justo. É como o Ozzy Osbourne, ele não escrevia as letras, ele cantava no ritmo da guitarra, mas ele não deixou de ser uma das engrenagens que permitiu ao Black Sabbath funcionar. Muita gente tem raiva por ele ser mais famoso que os outros (como o Dio), mas dizer que ele é inútil já é desmérito, uma coisa não justifica a outra e acho que o mesmo cabe ao Stan Lee.

"Eu nunca imaginei que o Homem-Aranha se tornaria o ícone global que ele é. Eu só torcia para que os gibis vendessem e eu mantivesse o meu emprego."

Eu vejo todas as entrevistas do Stan Lee que aparecem na minha frente desde quando descobri quem ele é, e isso foi quando eu tinha uns 10 anos, ou seja dá mais de metade da minha vida, e graças à Deus, ele ainda não morreu, hehe. Eu nunca vi o Stan dizendo que escreve melhor do que ninguém, ou que as coisas que ele faz hoje são geniais, aliás, ele nunca se desenvolveu muito como escritor, mas sua criatividade foi vital. Ele que teve as ideias pra personagens brilhantes como o Magneto, o Professor X, Demolidor, Galactus e o Homem-Aranha. Aliás, ele fez o Homem-Aranha porque já estava deprimido do editor não deixar publicá-lo (sua melhor ideia) e ia se demitir por isso, aí sua esposa falou "Se é o último escreva o que você quiser, eles não vão poder reclamar", ele pensou... "É mesmo" e fez uma curta estórinha de origem do que se tornaria o Homem-Aranha. Então pra mim o Stan não deixa de ser inegavelmente essencial, à maneira dele.

AI QUE MEDO! Imagina o que o Jack Kirby devia tá pensando, kkk
Infelizmente, Kirby não foi tão reconhecido e dizem que ficou internamente magoado pelo resto da carreira por causa da forma que se frustrou com o que fazia na Marvel. Mas isso infelizmente parece ser muito comum no mercado de quadrinhos, como as próximas duas colocações vão mostrar. De qualquer forma, os personagens deles já devem ter passado por umas cinco gerações, e os últimos anúncios da Marvel Studios indicam que continuarão passando por um belo tempo, ainda bem :) Quando era criança eu lembro que ficava meio que agradecido por ter um entretenimento assim, que me levava a sério e discutia várias coisas sérias e pertinentes mesmo eu sendo só uma criança.


4-Frank Miller


"O herói noire é um cavaleiro em uma armadura sangrenta. Ele é sujo e ele faz o seu melhor para negar o fato que é um herói o tempo inteiro."

Ele simplesmente escreveu a minha estória preferida: "Batman: O Cavaleiro das Trevas". Não sei se eu já falei aqui, mas acho que defini-la como uma obra fascista é limitado e injusto. As estórias de Miller são apaixonantes, aliás, como eu já disse, é a minha estória preferida. Ele é poético, direto, jornalístico, crítico o tempo inteiro em suas maiores obras. Tenho certeza que até a minha morte ele será um dos artistas mais impressionantes que eu tive o prazer de conhecer. Meu pai tinha "O Cavaleiro das Trevas" desde quando eu nasci, e ele não gosta de quadrinhos. Um amigo dele fanático por HQs havia emprestado pra ele ler, pra ele ver quão bom era, mas acabou ficando encostado, porque meu pai simplesmente não gosta. Eu achava aquela capa fora de série! A sombra do Batman contra a do Superman! Aquilo era irado, dava pra ver claramente como era um negócio sério... Mas havia tanto texto! E o traço do Miller era tudo menos atraente. Eu adorava gibis, mas menosprezava o que viria a ser o meu preferido.


Depoooooooois que teve aquele filme em 2008, eu fui me ligar que havia uma HQ grandona do Batman na minha casa que eu nunca tinha lido. DEUS DO CÉU! Batman batendo no Superman, Coringa voltando a ficar louco só porque o Batman voltou, o presidente dos Estados Unidos mais fanfarrão já apresentado, notícias de jornal mostrando o estado caótico do mundo, pessoas perdidas e alienadas, TUDO! Uma obra-prima, não se trata de uma vertente política como fascismo, é a melhor obra de arte de todos os tempos. E tudo mais que eu li dele era muito bom (tirando aquela exceção lá...).

Essa foto é muito irada, mas me pergunto se o Stan Lee já leu alguma coisa do Frank Miller, kkkk
E voltando àquele ponto que eu discuti quando tava falando do Jack Kirby, como a indústria de quadrinhos parece ter prejudicado os meus três artistas preferidos do território. Miller inegavelmente ficou louco, hoje pra mim ele é como um amigo que perdeu o rumo, e eu fico realmente triste por isso. Ele era um gênio e suas estórias mesmo sendo violentas mostravam uma profunda sensibilidade. Me parece que com o "Sin City" e o "300" ele foi perdendo a fé na Humanidade, ou algo do tipo, pois são estórias bem sujas, sem muita esperança. Aí chegamos em... "Holy Terror", uma bela de uma bosta. Tipo... como ele foi parar aí? Dá pra ter uma ideia levando em conta que de tanto o perturbarem, ele fez a sequência "Cavaleiro das Trevas 2", abominando e destruindo tudo que havia na melhor obra dele. Um artista não pode tá bem da cabeça pra fazer isso com seu maior monumento, é provavelmente a coisa mais preciosa pra ele; mesmo tendo ganhado um milhão pra escrever aquela merda, em algum lugar deve ter doído nele. Bem, nas últimas vezes que foi visto, parece que Frank Miller não vai durar muito, ele está com câncer no pâncreas e uma aparência extremamente abatida... :( 


Mas o último filme do Sin City ainda foi irado, hehehehehehe...

"Então eu continuo me perguntando de novo e de novo, o que tornou Chuckie o que ele é? O que estou dando para as pessoas, correndo por aí em látex e socando bandidos? O que eu estou mostrando pra eles? Eu estou mostrando que o bem sempre ganha, que o crime não compensa, que a cavalaria está à caminho, ou estou mostrando que qualquer idiota com punhos pode se virar se for rápido o suficiente e forte o suficiente e mau o suficiente? Eu estou enfrentando a violência... ou a ensinando?"

3-Alan Moore


"Se tolerância e sensibilidade de qualquer tipo é considerado subversividade, então eu me sinto orgulhoso de ser chamado de subversivo."
SURPREEEEEEEESA! Só que não... Junto ao Ozzy, quando eu tinha uns 16/17 anos, Alan Moore foi de suma importância pro meu amadurecimento intelectual enquanto me tornava um adulto. Aquela impressão que tem mais alguém pensando "eu também acho que tem alguma coisa errada com o mundo". Aliás, lembro que fiquei com raiva da escola por não terem me mostrado o "Watchmen". Tipo, VOCÊS CHAMAM ISSO DE EDUCAÇÃO?! Foi o autor que mais se tornou referência pra mim e passa o Frank Miller realmente por muito pouco. Mais ou menos na mesma época eu li "V de Vingança" e então tinha certeza... Esse cara era o melhor escritor de todos os tempos até que me convencessem do contrário. Tanto em livros e documentários quanto nas HQs de heróis, ele usava conceitos profundos, fascinantes e surpreendentes. Uma sinceridade chocante que até o momento fez de 90% da sua obra divisora de mares e atemporal.

"Eu sou Michael Moran. Eu sou um homem velho de 42 anos, eu estou em cima de um telhado e me sinto idiota. Toda a minha vida eu me senti um idiota. Há um monte de gente que nem eu."
Em poucas estórias ele definiu personagens, tornou Superman, Monstro do Pântano e Coringa muito mais profundos do que se poderia imaginar. Aliás, é graças à "Piada Mortal" que o Coringa se tornou essa visão do personagem que é o preferido meu e de muita gente. O vilão que justifica sua maldade argumentando que o mundo não faz sentido, então é claro que ele ficou louco. E o pior... é que ele tem razão. Alan viaja no tempo, brinca com química, música e arquitetura; discute problemas políticos, psicológicos, ambientais, sua obra não tem limites. Eu duvido nada que em séculos o nome dele ainda terá grande relevância. Isso é claro, se a Humanidade não continuar falhando na sua clara tentativa de auto-destruição politicamente correta.


E assim como Frank Miller e Jack Kirby, é triste ver o que a indústria de quadrinhos fez com o genial Alan Moore. Ele deve ter sido o melhor escritor que passou pela DC e hoje velho se tornou um cara amargo que insulta o que ele próprio escreveu em sua melhor época e todos que gostam disso, sem ter qualquer sensibilidade por todos os fãs que formou e inspirou nessa época. Dá pra ver que é rancoroso, mas pô, chega a me dar pena. Parecendo um cosplayer de Gandalf, hoje ele vive recluso na sua cidade-natal de Birmigham (de onde veio também o Black Sabbath), casado com Melinda Gebbie, desenhista que ele conheceu trabalhando no gibi pornográfico, "Garotas Perdidas" (olha só...).

E ah é, aproveitando o desenho do Coringa, há um detalhezinho sobre o Alan Moore que vale a pena ressaltar, mesmo dando pra notar só de olhar pra cara dele...


ELE É LOUCO!


Ele não só faz essas estórias com nível único de complexidade, como umas coisas sem noção que chegam a lembrar Douglas Adams e Bryan Lee'O Maley...

"Você vai se matar porque queria ter um nome da hora?"

A última estória dele, "Fashion Beast", provou que sua ferocidade e habilidade continuam às mesmas, mesmo já estando com 60 anos. Agora há um novo livro dele pra sair, "Jerusalém" e ele queria lançar uma série de TV chamada "The Show", mas não sei se vai rolar. Bem, quase tudo que sai da mente dele vale a pena conferir.



Eu ri tanto que até procurei no YouTube, isso aconteceu mesmo! Só não dão zoom na cara dele, kk
Eu não bebo, não fumo, PRECISO DE MAIS TIRINHAS COM O ALAN MOORE!!! e.e

2-Hideo Kojima


"Eu queria produzir filmes, na minha época apenas frustrados estavam entrando no mercado de videogames."

Eu entendo e até concordo que é estranho o Hideo Kojima estar na frente do Alan Moore no top, mas como é um post pessoal (meus 10 artistas preferidos) não me importei. E o porquê disso ser estranho é óbvio, enquanto quase todo mundo que acessa aqui deve conhecer o Alan Moore, talvez quase ninguém conheça o Hideo Kojima. A razão das pessoas não conhecerem também é óbvia; jogar Metal Gear é muito difícil, são muitos títulos complexamente conectados e pegar a manha de jogar também não é uma simples tarefa. Eu comecei quando tinha uns... deixa eu ver... 9 ou 10 anos... eu ainda tinha paciência pra bater com a minha cabeça na parede. Acho que se eu tivesse conhecido Metal Gear hoje, dificilmente teria tempo de me atualizar e acompanhar. E isso acontece porque...


...Metal Gear é de 87. O cara tem dado continuidade à estória e desenvolvido os personagens até hoje. Como ele consegue fazer isso? Porque ele é muito bom? Não. Porque ele é o melhor. Há muitos produtores de qualidade que abandonaram suas franquias, meio que ao estilo Alan Moore e Frank Miller, como os criadores de Final Fantasy e Resident Evil, mas Kojima conseguiu dar a palavra final do primeiro título até o mais atual, de forma que os fãs com certeza ainda não cansaram e na verdade só pedem por mais. Assim como Quentin Tarantino e Charlie Chaplin, tem um dedinho de Kojima em cada detalhe do jogo, ele não só escreve roteiro e diálogos como tem ligação direta com a produção, direção, jogabilidade e etc... Vai entender a capacidade da mente dele, porque o conteúdo dessa série não é brincadeira não, os planos de fundo sempre são as mais sinistras e complexas teorias reais de conspiração relacionadas a conflitos políticos e militares. E é claro, tem um detalhezinho sobre ele que vale a pena ressaltar...


ELE É LOUCO!



Tudo tem mó aparência séria, mas ele coloca umas piadas de doido como os soldados ficarem olhando revistas de mulher pelada no meio da guerra. Assim como o Alan Moore, na verdade até melhor do que ele, ele mistura TUDO, há personagens que parecem vilões do Homem-Aranha, estórias dramáticas e filosóficas, robôs gigantes com formato de animais como aquelas coisas de animés... e mais uma porrada de coisa de louco que nós temos certeza, só poderia sair da cabeça dele. Ele tem outros trabalhos, como "Policenauts" e "Zone of the Enders", mas o mais monstruoso é "Metal Gear", a única série de games que está sendo desenvolvida há mais de 25 anos pelo mesmo artista com um universo em profunda expansão. O quarto título, "Guns of the Patriots"(PS3) foi o mais impressionante, tendo, mesmo que com um excesso de vídeos, finalizado com maestria toda a estória complicada, o que é raro de ver em qualquer lugar.



Muita gente fala que Kojima devia fazer um filme, eu penso... "Por que?"

Toda vez que estão falando de Literatura e Cinema, por mais que eu goste, eu sempre lembro de "Metal Gear" e penso "Putz, que pena que eles não conhecem Metal Gear" porque essa série é uma tremenda obra de arte






1-Alice Cooper


"Nós definitivamente destruímos os hippies e todo aquele papo de Paz e Amor"

Esses dias mesmo eu estava conversando com uma amiga minha que tem uns cinquenta e poucos anos (acho que 52) e ela tava falando "eu fico desacreditada como você gosta tanto de Alice Cooper. Esse cara é da minha época. Ele ainda faz alguma coisa?". Achei isso engraçado, porque eu não só gosto dele, ele é meu artista preferido. Assim como Moore e Kojima, uma excelente referência, vale a pena escavar tudo que ele já fez. Foi o cara que pisou fundo no que as bandas de Heavy Metal estavam fazendo nos Anos 70, tirando o entretenimento de sua zona de conforto, muitas vezes mostrando coisas nem tão agradáveis. Ele mesmo se auto-intitula o "vilão do rock n roll".

Como o Stan Lee, ele é muito criativo, sua discografia e atuações ao vivo passam por tudo quanto é pontos, e ele parece ser bom independente do território, pop rock ou heavy metal, ele sempre é o cara. Por alguma razão ele não é tão popular no Brasil e o público por aqui só conhece algumas músicas dele, bem... azar. Foi a primeira banda que eu não me importei de ouvir álbuns inteiros, o que sempre me cansava. No palco ele mostra um grande dom de interpretação, fazendo vítimas, prisioneiros insanos, serial killers, apaixonados confusos e qualquer outra coisa que precise para transformar suas canções em um verdadeiro teatro. Ele já lançou 22 álbuns, praticamente NUNCA parou de excursionar, e já anunciou que deve lançar mais 2 CDs inéditos, como todo bom roqueiro, só pretendendo parar quando realmente estiver enterrado. Tudo de Alice Cooper é impressionantemente variado, por alguma razão até hoje conheci ninguém mais que também soubesse da tremenda diversidade que ele manteve por décadas. Tinham que fazer um videogame protagonizado por ele! :o







Acho que não preciso dizer que ele é louco... Ele é tipo que o louco original e talz.





Menção honrosa

Bryan Lee'O Maley


Ele é a criatura que escreveu e desenhou "Scott Pilgrim Contra O Mundo", mas como ele teve um tipo de depressão ae e lançou mais nada depois, não entrou no top. O Kevin Smith já leu aquele último "Seconds", mas ele sempre vê as coisas antes... -_- Eu nunca vi pra vender.

P.S.: Achei que ia ser mais rápido... Passei o dia todo escrevendo isso o.O Espero que vocês gostem e tenha valido a pena, hehe.

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